| Zonas Erógenas |
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Patricia Esteves GrosmanA vontade primeira de procriar é que move instintivamente o ser humano em busca de sexo. Mas desde que o humano descobriu que poderia brincar com a sensação deste ato, a história deve ter ficado com certeza bem mais divertida. Estava descoberta a sexualidade. Uma das coisas que ainda incomoda, principalmente à mulher, é a dificuldade de explorar suas regiões mais sensíveis, as zonas erógenas, capazes de predispor ao sexo. Aliás, saber explorar estas regiões é uma das maiores dificuldades do ser humano. Não se iluda, pois os homens também sofrem quando não descobrem como agradar a uma parceira. O sexo inclui “o outro”, mesmo quando é feito por meio da masturbação, pois o cérebro precisa fantasiar. É aí que tudo começa. “Todos os humanos chegam ao orgasmo pelo cérebro. O cérebro não é zona erógena, mas é o órgão que permite e que contém a percepção do instinto que leva ao coito e a resultante procriação”, definiu o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (SBRASH), ginecologista Paulo Roberto Bastos Canella. O jogo sexual que envolve sedução, excitação e consumação do ato sexual em si, e precisa ser bem praticado. Para as mulheres as dificuldades de excitação ainda tendem a ser maiores. Reprimidas por séculos, apenas na década de 1960, quando surgiu a pílula anticoncepcional, elas descobriram a liberdade e finalmente o prazer sem culpa. O médico Paulo Canella explica que cada pessoa é capaz de descobrir o que mais a excita, no corpo, na mente e na vida. “A preferência varia de pessoa para pessoa. Cada mulher descobre o que mais a excita quando se toca”, disse. As experiências pessoais é que formarão as impressões sobre o assunto. Se o cérebro é quem comanda a brincadeira, qualquer parte do corpo pode ser explorada de maneira erótica. Tudo depende das fantasias e dos fetiches. Não é diferente no homem. ![]() “Qualquer parte do corpo pode ser erógena. Mas são assim chamadas as áreas que manipuladas desencadeiam a excitação sexual e predispõem ao coito, mamas, mamilos, nádegas, ânus, ventre, vulva, clitóris são as áreas genitais erógenas, e áreas como pescoço, coxas, lábios e qualquer outra podem ser erotizadas, dependendo da fantasia e dos fetiches”, destacou o médico. Outra coisa importante, segundo doutor Paulo Canella, é saber “como, onde e quem vai tocar”, e isso só tende a melhorar a qualidade do sexo. E a conversa franca é o melhor termômetro para saber o que agrada e como agradar ainda mais. Isto vale para qualquer tipo e nível de relacionamento. Quando houver dificuldade em alcançar o prazer no ato sexual, o melhor a fazer é realmente buscar pela ajuda de um especialista. O médico ginecologista, o psicoterapeuta e o sexólogo são alguns dos profissionais que podem colaborar na resolução: “Ainda é um tabu a queixa de problemas sexuais para grande número de pessoas em especial para o ginecologista. As mulheres procuram terapeutas e dão preferência aos do sexo feminino”. Liberte-se para o prazer! Mas não se esqueça de que sexo é parceria, e de que é preciso respeitar as escolhas de cada indivíduo. Até mesmo daqueles que optarem por abdicar da atividade sexual. |