| Pré-diabetes |
Parece que a fórmula 'exercícios+boa alimentação=saúde' está saturada, mas a verdade é que esta combinação não só melhora a vida de forma geral, quanto evita a entrada de males que muitas vezes você nem espera. Existe vários mitos em torno do diabetes e um deles é que só aparece em pessoas de mais idade. Acontece que bem antes de a velhice chegar, a concentração de glicose no sangue pode começar a dar sinais de problema. É o que os médicos chamam de pré-diabetes. A Sociedade Brasileira de Diabetes diz que este termo é usado para identificar as pessoas que possuem risco potencial de desenvolver o diabetes. É um estado intermediário entre a normalidade e o diabetes do tipo 2 no adulto. No entanto, sabe-se que nem todos irão deixar a condição de pré-diabético para se tornar um diabético. Mas, por precaução, são considerados em estado de risco para essa progressão. Segundo o endocrinologista, Márcio Mancini, existe um caminho contínuo de erros e fases que levam uma pessoa normal a ter pré-diabetes. Veja a explicação do processo detalhada pelo médico: “1- O sujeito saudável, que come de forma equilibrada e faz atividade física regular. 2- A regularidade se perde na alimentação ou na atividade física e começa a haver ganho de peso, principalmente na região do abdômen. 3- Os indivíduos mais predispostos geneticamente podem começar a ter resistência à ação da insulina. Com isso o pâncreas fica sobrecarregado e produz mais insulina para compensar a ação deficiente do hormônio. Numa fase inicial, que dura anos, essa insulina elevada pode conseguir manter o nível de glicose do sangue dentro do normal. 4- Depois de alguns anos, e aí também há uma predisposição genética individual, o pâncreas pode não conseguir mais dar conta do recado, e, apesar da insulina ainda elevada, a glicose no sangue começa a subir. Isso pode ocorrer em jejum (quando a glicose está entre 100 e 125) ou após o teste de GTT (teste de tolerância à glicose, a popular "curva glicêmica") quando 2 horas depois de tomar a glicose por via oral a glicemia ficar entre 140 e 200 mg por dl. Isso é o que se chama pré-diabetes”. O grande perigo do pré-diabetes é que ele leva a pessoa ao diabetes de fato. De acordo com o doutor Mancini, quando a glicose em jejum passa de 125 ou após 2 horas no teste passa de 200 mg por dl, já é diabetes. “Como o nome indica, o pré-diabetes vai se tornar diabetes, se os hábitos de vida não melhorarem”, esclarece o doutor. Sinais e Sintomas Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar: muita sede; vontade de urinar diversas vezes; perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual); fome exagerada; visão embaçada; infecções repetidas na pele ou mucosas; machucados que demoram a cicatrizar; fadiga (cansaço inexplicável) e dores nas pernas por causa da má circulação. A receita para evitar que isso aconteça é aquela do ínicio: ter hábitos saudáveis de vida e prevenção de ganho de peso, principalmente em individuos predispostos, que possuem parentes diabéticos em primeiro grau. Informações da Sociedade Brasielira de Diabetes confirmam a perda de peso é a melhor forma de evitar que o pré-diabetes evolua. A atividade física regular que resulte na diminuição de 5 a 7% no peso corporal ajuda a, no mínimo, retardar o aparecimento do diabetes. Em quem a pré-diabetes já se instaurou, o tratamento também passa pela melhora da alimentação, com uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas, verduras e legumes, com carboidratos integrais, carne magra e pouca gordura saturada. Dr. Márcio Mancini Endocrinologista
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
(11) 2092-2711 |