Intimidades

Papo com Carol Roldan

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Posted in Insights by carol
22 set

A beleza, mais do que sua tradução mais íntegra significa mais do que aquilo que deve ser contemplado.

É algo virtuoso! Deve ser conquistado, revisto, procurado nos mínimos detalhes;

Acredito sinceramente, na expertise de quem sabiamente percebe o belo no que só enxergam o feio, o desengonçado.

Simbologias à parte, o conceito sobre o que é belo e feio é pré-conceito determinado pela sociedade… Nunca, a verdade.

Alguém criou as regras, certo. Mas, cabe a nós, questioná-las.

O que era certo há décadas, séculos, milênios atrás, não necessariamente é lei nos dias de hoje.

O que se mostra questionável é para se pensar, refletir, aguçar o pensamento. Que já em sua concepção é infinitamente belo e mágico, em sua freqüência e velocidade.

Deve ser ai que habita a fé. Aquilo que é imutável, atemporal, inabalável. Aquilo que permanece.

A fé, a verdade de quem a elege no inconsciente, explode em desabafo ao se criar pensamento. Ela transmuta em idéia até torna-se realidade.

A única coisa que realmente importa é o que você pensa, e como se sente em relação ao seu pensamento. Ele é sua criação. É de sua posse. É inegável seu total domínio sobre ele. Suas fantasias são verdades fantásticas e tangíveis!

Por isso, acredite!

Não há o certo ou errado. Belo ou feio. Só um jeito diferente de enxergar.

 

Este sentimento que não quer calar…

A loucura que é domada não é loucura; É surto.
O quão absurdo é a abundância quando o que se tem de mais é chamado de desperdício?
O quão desperdício é desfazer-se do que se acredita que não é seu, mas que se depende para viver?
E quão dependente é aquele que vive para acreditar que nada acredita?
Quando se vive por motivo algum, este ser que nada o desperta, já está morto.
Ele não percebe que o nada já se basta como incógnito. Não se o define, mas ele está presente em todos os momentos.
Ele não percebe o quão irônico é o vazio, que nada representa, sem forma, mas que o sufoca todos os dias com sua interrogação, escuridão e silêncio.
Ele, este ser tão próximo e parecido conosco, não compreende que o desejo é a faísca da vida;
Renegá-lo é enterrar-se vivo em si mesmo;
A única forma de matar a alma.

05 set

O mês de Agosto é exatamente o meio de tudo. Talvez seja por isso que é neste meio tempo que tudo acontece. O que deve se ajeitar se ajeita; O que deve terminar, termina; E o que deve começar, começa. Transitória, a vida quando chega num momento onde não sabemos se o que está havendo significa o início ou término de algo é porque de fato, nada é de fato concreto. O que se vive é imutável em sua natureza voluptuosa e veloz.

Neste mês de Agosto, passei por tudo. Momentos que me deixaram tão confusa quanto esclarecida. Vivi em 31 dias o que se vive em um ano inteiro ( essa foi minha sensação).

Conheci um irmão de 16 anos ( estou apaixonada por ele) e revi uma avó de 99 anos que não via há 25, que me fez sentir que viver intensamente mesmo um breve momento, como se fosse o último, realmente vale a pena. Neste encontro perfeito de família, revivi toda uma infância e ainda com o bônus de um novo irmão que embora não o conhecesse até então, foi como se tivéssemos sido criados juntos.

Foi tudo tão mágico, tão lúdico!

Duas semanas depois minha avozinha veio a falecer. Foi como um passarinho! E pela primeira vez, eu não chorei pela morte de um ente querido. Ao contrário. Agradeci a Deus pela felicidade imensa que nos foi proporcionada, de termos tido a benção de passar com ela o seu aniversário de quase 1 século. Só ela poderia ter reunido pessoas de cidades diferentes, que não se viam há anos, em um só lugar. Uma despedida de honra. Um verdadeiro presente.

Se a ficção se transformasse em realidade, este foi um momento de novela. Oscar! E foi assim, depois de um turbilhão de emoções, que me dei conta: “- É, parece que continuo por aqui”. E então percebi que amudereci. Estou renovada, mas não como uma criança, como um ser humano melhor que, aos 35 anos, transmutou do ontem para o hoje, de menina para mulher.

Não tenho a intenção de falar de mim no Blog, mas minha experiência neste mês foi tão intensa que me senti na “desobrigação” de falar sobre o assunto e por isso mesmo decidi escrever, para compartilhar com vocês que me lêem, queridos, ilustres e adoráveis “estranhos”.

Demorei para “cair com a ficha” e digerir esta e outras mudanças, inclusive as de trabalho ( outra história. outra loucura) mas mesmo incerta de meu destino, tenho consciência e fé de que estou no caminho certo de ser feliz porque resolvi não temer o inevitável. Pelo menos diariamente estou confrontando meus fantasmas; E eles já não me parecem tão assustadores assim.

Estou levando de lição a cda dia que, o que vivemos e como vivemos é opção nossa e o que está acontecendo é “tudo agora ao mesmo tempo”.

Como dizia o eternizado Raul Seixas: O fim, o ínicio, e o meio.