Intimidades

Papo com Carol Roldan

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Posted in Insights by carol
12 ago

O que fazer quando perdemos?

Quando por caminhos escuros se perdem as expectativas, as vontades, as idéias…? Quando nos perdemos por estas trilhas, tropeçamos nos pedregulhos espalhados pelo chão, e caímos, humilhados, desgostosos, esgotados demais para se reerguer ?

Não fazemos nada.

Geralmente é assim. Nada fazemos.

Não por preguiça, por fraqueza ou muito menos desesperança, mas é porque nos falta ar, nos falta membros, nos falta mente; Falta-nos coração.

Somos movidos pelo coração! Embora as emoções estejam no cérebro, é por este órgão pulsante, tão forte e tão frágil, que seguimos com a vida.

Quem já não sofreu com as perdas e passou pelos danos causados por elas? Danos que machucam e nos provocam doenças, às vezes físicas, quando pior, morais e psicológicas?

Não, este não é um texto para se lamentar. Não é um texto para concordar nem se deprimir. Não é um texto que se curte nem se descarta. Não é algo para absorver ou denegrir. Este texto é apenas um texto, de quem como você, passou por perdas irreparáveis, mas que está aqui e não perdeu a vontade de viver. E quer compartilhar, quer dividir, quer sorrir e criar! Tão bom o vulcão de idéias que fluem ao se permitir tê-las.

Sinto o agora, e torço para que todos nós, estabilizados ou não, tristes ou alegres, casados, solteiros, divorciados, viúvos, estejamos unidos em um só grupo - que de fato estamos - dos que já passaram por algo que quase o destruíssem. Quase. Mas, não. O bom do “quase” é que ele é um alerta e não uma definição. Ainda estamos aqui. Talvez não entendendo o rumo das coisas, mas tentando aceitar e aprender.

Não precisa que ninguém reconheça isso, fale sobre isso, dê lição de moral sobre isso. O “luto” é necessário, depois dele, você bem com você mesmo, basta.

Perdas sempre ocorrerão. Danos nos deixam cicatrizes. Mas, belas são as marcas da vida, das rugas em nossos rostos, das varizes, das celulites. Sinal de que passeamos por tudo, e evoluímos na vida.

Porque feliz é aquele que viveu todos os episódios da vida. E supera-se todos os dias.

Entrou 2009 e eu nada ainda vi de novo. O que vi foi uma reinvenção do velho, as pessoas com a mesma balela, com os mesmos desejos, as mesmas histórias sobre: “Este ano eu vou emagrecer, este ano eu vou mudar de vida, este ano eu quero mais dinheiro, este ano vou mandar meu chefe à…” E eu penso com meus botões “Vai nada!”

Pode parecer um discurso pessimista, mas aos que tiverem interesse no texto, verão que não. A verdade é dura de encarar e ninguém admite que muitas insucessos é por culpa própria, por falta de coragem de prosseguir.

Poucos seguem um projeto até o final, a maioria de nós fica só no sonho. Nem pro papel as idéias são passadas! E daí, não há piedade da vida aos que choram pelos maus resultados. Porque nada será dado àquele que nada faz para conquistar. Lutar dá trabalho!

Há aqueles que batem no peito e discordam. Há os que pensam que fazem. E no pensar, nada fazem. Há aqueles que fazem pensando muito. Nada mudam.

O fato é que é muito confortável fazer papel de vítima, é justificável, e é quase indolor. Mas é pura ilusão.

A vida é um impulso, é preciso se jogar para não cair e se arrebentar. Não refletimos, mas somos jogados na vida sem dó logo ao nascermos. E dependentes que somos, vivemos às custas da solidariedade humana, às vezes caridade, até que ganhemos forças para nos guiarmos sós.

Mas muitas pessoas nem conseguem se guiar. E somos a maioria de nós, guiados pela força do vento, num barco chamado “Brasil”, que flutua numa ilusória marolinha, meio sem rumo, em direção ao pote de ouro no fim do arco íris.

Então somamos às dificuldades externas, trabalho, pressão, família, que muitas vezes nos sufoca, às crises existenciais que nos consomem por dentro, nos mortifica em dúvidas, e nos leva quase ao desespero da dúvida, e nos vemos numa encruzilhada entre os pontos de interrogação e exclamação.

“Para onde vou agora? E quem me carrega no colo pelamordedeus?”  É nesta hora que nos vemos sós.

Quando você que me lê pensa que é este o momento que você senta e chora. Esqueça! Você não está na TV. Sua vida não é um roteiro. Não é um cinema. Mesmo assim você pode mudar o enredo!

Refaça os diálogos, reescreva os pensamentos, detalhe os eventos, viaje nos sonhos e fantasias, crie uma nova história. Pense que o ano que passou é a semente plantada, e se ficou podre, jogue fora e plante outra, muitas! Ainda é cedo para desistir. Tudo está à frente. Sempre dá tempo de reciclar.

Fracasso é uma palavra forte, que no dicionário deveria significar “aprendizado”. E aprendi que o único lugar que sucesso vem antes de trabalho, é no dicionário.

Por isso, desejo a todos nós, bons anos à frente. E para este ano de 2009, torço para que continuemos lutando contra os maus pensamentos. Pensemos grande! Pensemos SUCESSO!

Recicle-se. Mude.

Posted in Insights by carol
22 set

A beleza, mais do que sua tradução mais íntegra significa mais do que aquilo que deve ser contemplado.

É algo virtuoso! Deve ser conquistado, revisto, procurado nos mínimos detalhes;

Acredito sinceramente, na expertise de quem sabiamente percebe o belo no que só enxergam o feio, o desengonçado.

Simbologias à parte, o conceito sobre o que é belo e feio é pré-conceito determinado pela sociedade… Nunca, a verdade.

Alguém criou as regras, certo. Mas, cabe a nós, questioná-las.

O que era certo há décadas, séculos, milênios atrás, não necessariamente é lei nos dias de hoje.

O que se mostra questionável é para se pensar, refletir, aguçar o pensamento. Que já em sua concepção é infinitamente belo e mágico, em sua freqüência e velocidade.

Deve ser ai que habita a fé. Aquilo que é imutável, atemporal, inabalável. Aquilo que permanece.

A fé, a verdade de quem a elege no inconsciente, explode em desabafo ao se criar pensamento. Ela transmuta em idéia até torna-se realidade.

A única coisa que realmente importa é o que você pensa, e como se sente em relação ao seu pensamento. Ele é sua criação. É de sua posse. É inegável seu total domínio sobre ele. Suas fantasias são verdades fantásticas e tangíveis!

Por isso, acredite!

Não há o certo ou errado. Belo ou feio. Só um jeito diferente de enxergar.

 

Este sentimento que não quer calar…

A loucura que é domada não é loucura; É surto.
O quão absurdo é a abundância quando o que se tem de mais é chamado de desperdício?
O quão desperdício é desfazer-se do que se acredita que não é seu, mas que se depende para viver?
E quão dependente é aquele que vive para acreditar que nada acredita?
Quando se vive por motivo algum, este ser que nada o desperta, já está morto.
Ele não percebe que o nada já se basta como incógnito. Não se o define, mas ele está presente em todos os momentos.
Ele não percebe o quão irônico é o vazio, que nada representa, sem forma, mas que o sufoca todos os dias com sua interrogação, escuridão e silêncio.
Ele, este ser tão próximo e parecido conosco, não compreende que o desejo é a faísca da vida;
Renegá-lo é enterrar-se vivo em si mesmo;
A única forma de matar a alma.

Posted in Insights by carol
05 set

O mês de Agosto é exatamente o meio de tudo. Talvez seja por isso que é neste meio tempo que tudo acontece. O que deve se ajeitar se ajeita; O que deve terminar, termina; E o que deve começar, começa. Transitória, a vida quando chega num momento onde não sabemos se o que está havendo significa o início ou término de algo é porque de fato, nada é de fato concreto. O que se vive é imutável em sua natureza voluptuosa e veloz.

Neste mês de Agosto, passei por tudo. Momentos que me deixaram tão confusa quanto esclarecida. Vivi em 31 dias o que se vive em um ano inteiro ( essa foi minha sensação).

Conheci um irmão de 16 anos ( estou apaixonada por ele) e revi uma avó de 99 anos que não via há 25, que me fez sentir que viver intensamente mesmo um breve momento, como se fosse o último, realmente vale a pena. Neste encontro perfeito de família, revivi toda uma infância e ainda com o bônus de um novo irmão que embora não o conhecesse até então, foi como se tivéssemos sido criados juntos.

Foi tudo tão mágico, tão lúdico!

Duas semanas depois minha avozinha veio a falecer. Foi como um passarinho! E pela primeira vez, eu não chorei pela morte de um ente querido. Ao contrário. Agradeci a Deus pela felicidade imensa que nos foi proporcionada, de termos tido a benção de passar com ela o seu aniversário de quase 1 século. Só ela poderia ter reunido pessoas de cidades diferentes, que não se viam há anos, em um só lugar. Uma despedida de honra. Um verdadeiro presente.

Se a ficção se transformasse em realidade, este foi um momento de novela. Oscar! E foi assim, depois de um turbilhão de emoções, que me dei conta: “- É, parece que continuo por aqui”. E então percebi que amudereci. Estou renovada, mas não como uma criança, como um ser humano melhor que, aos 35 anos, transmutou do ontem para o hoje, de menina para mulher.

Não tenho a intenção de falar de mim no Blog, mas minha experiência neste mês foi tão intensa que me senti na “desobrigação” de falar sobre o assunto e por isso mesmo decidi escrever, para compartilhar com vocês que me lêem, queridos, ilustres e adoráveis “estranhos”.

Demorei para “cair com a ficha” e digerir esta e outras mudanças, inclusive as de trabalho ( outra história. outra loucura) mas mesmo incerta de meu destino, tenho consciência e fé de que estou no caminho certo de ser feliz porque resolvi não temer o inevitável. Pelo menos diariamente estou confrontando meus fantasmas; E eles já não me parecem tão assustadores assim.

Estou levando de lição a cda dia que, o que vivemos e como vivemos é opção nossa e o que está acontecendo é “tudo agora ao mesmo tempo”.

Como dizia o eternizado Raul Seixas: O fim, o ínicio, e o meio.

08 jul
Há tanto o que explorar sobre o assunto que nunca é o bastante falar sobre.
O caso do menino João Hélio Amaral que teve, nesta segunda, decretada morte cerebral, pelo tiro na cabeça que levou de policiais?
Não me alongarei no assunto, pois é certo de que o mesmo é pauta de todos os canais de mídia e está em todas as últimas discussões, ainda mais que o fato ocorreu logo depois da morte de outro rapaz, também por displicência.
O descaso do governo é vil, é triste, chega a ser podre.
Em que uma instituição como a nossa se baseia para “achar” que um simples pedido de desculpas em cadeia nacional vá cessar qualquer dor, que justifique sua total falta de preparo, total falta de tato, total falta de exigências que resultam na contratação de profissionais totalmente despreparados?
Se existe um culpado, este tem muitos nomes. Pois somos todos nós.
Não basta só demonstrarmos indignação. A falta de atitude contribui para a falta de impunidade. Se quisermos mudar algo deveremos mudar primeiro em nós.
É triste, revolta, mas só quem pode entender a necessidade de fazer algo, de radicalizar, de mudar, quem perde algo ou alguém de forma trágica e inesperada.
E é por isso mesmo devemos viver intensamente.
Viver cada momento, cada sensação, viver a cada suspiro!
Enquanto estamos bem e saudáveis, devemos realmente avaliar se estamos vivendo, e bem!
Uma vez tive contato com um padre, também psicólogo, que me ensinou que Viver é mais do que Sobreviver. Eu nunca escutei algo tão precioso e certo.
Contamos nos dedos quem realmente vive. A maioria de nós sobrevive.
Não deveríamos. Deveríamos nos indignar mais! Exigir mais! Reclamar mais!
Mas, não com os nossos: nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, nossos chefes, nossos governantes; devemos reclamar e exigir de nós mesmos! Nós somos totalmente dependentes de nós!
E por favor, tire Deus do meio dos seus problemas!
Há pessoas tão descansadas na vida que colocam Deus como o pivô de tudo. Isso para mim é desculpa de preguiçoso. O Criador tem mais o que fazer.
Onde fica o livre arbítrio? Alguém reflete sobre isso na hora de fazer merda? Sim porque depois não tem mais jeito.
Nós quem somos os mentores de nossas vidas; Somos o reflexo de nossos pensamentos que por sua vez refletem sobre nossos resultados.
Somos seres racionais, mas agimos como completos imbecis ao não agir ao próprio favor.
Sim, porque quem nunca se sabotou a uma chance de emprego? A uma chance de mudar de vida? De assumir algo ou alguém? Alguém que realmente importasse? Para quê? Por quê? Por medo?
Medo não leva a nada. A pior coisa que pode acontecer conosco é a morte. E pensando assim que sentido há em ter medo de viver?
Uma mudança de atitude desencadeia resultados tão maravilhosos. E é simples assim. Pense, INDIGNE-SE, acredite e aja.
Não há milagre, há atitude.