Intimidades

Papo com Carol Roldan

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Posted in Sem categoria by admin
17 jun

Quando fui convidada para participar de “Papo Intimo†a sensação que tive foi a de receber um presente. Ainda mais para participar com uma coluna sobre “Intimidadesâ€. Minhas amigas sempre me disseram que eu deveria dividir minhas experiências com outras mulheres, mas eu nunca pensei que poderia haver algum interesse sobre minhas histórias, que como toda história é feito de erros e acertos, altos e baixos, comédias e dramas.

Ultimamente, me encontro numa fase a que posso chamar de tragicômica. Há alguns anos atrás, eu não saberia levar a rotina atual de uma forma equilibrada. Continuo tendo os mesmos conflitos de antes, com a diferença de que hoje eu os encaro com mais “sabedoriaâ€. Arrisco em dizer que a melhor fase da minha vida.
Melhor porque o “meio termo†nos remete à fragilidade da alma, e a reavaliar em toda sua complexidade.

Sendo eu uma otimista nata, sigo meu caminho saltando sobre as adversidades com um sorriso cínico na cara. Não sou de me esconder por trás de uma postura forte, pelo contrário; Sou transparente e insegura, só que ironicamente, por assumir isso, transmito aos outros uma segurança e mistério sobre quem sou eu e o que quero.

É engraçado viver em sociedade. Parece que ninguém quer saber a verdade. A sensação que tenho é que as pessoas gostam de rótulos, embalagens, como se ser verdadeira fosse postura intangível, uma atitude quase lúdica, uma fantasia que vive somente no imaginário alheio.

As pessoas têm dificuldade de exporem-se, mas ao mesmo tempo em que buscam a reclusão desejam os holofotes. Desejam o reconhecimento da sociedade.

Porém, inevitavelmente, provavelmente por medo da rejeição, precisamos de uma desculpa para fazê-lo. Porque para ficarmos nus é preciso nos despir de si mesmo; é preciso ser o desejo do outro e nos deixar consumir; é preciso deixar de lado o preconceito e permitir-se ser o que secretamente ainda não se definiu.
Como andar de montanha russa, um turbilhão de emoções. Em cada curva há tanto o receio pela queda como a entrega.

Acredito que, quando as pessoas pararem de “estarem†e “seremâ€, as coisas se definirão por si.

Porque Homens são homens, mulheres são mulheres, e cada um com sua própria peculiaridade. Atitude, cor, cheiro; Anseios e covardias; Castidade e luxúria. Ninguém é mais forte ou menos fraco do que ninguém. Somos o que somos, e não somos iguais como rotulamos ser. Somos diferentes. Pronto.