| Liquidações |
|
Quando você junta aquela graninha durante todo mês para se presentear, o melhor a fazer é comprar em uma loja que esteja em promoção. Será? Algumas promoções podem esconder jogadas de marketing que fazem você levar para casa coisas desnecessárias. Há casos em que a consumidora só compra (e compra sem perceber que está gastando todo seu dinheirinho) quando aquela sandália, por exemplo, está com 50% de desconto. Só que esta vai compor o batalhão de outras 150 sandálias, das quais ela usa apenas umas 10. A questão é: qual seria o limite entre comprar compulsivamente e saber aproveitar? A psicóloga Kelly Tristão, especialista em psicologia clínica e da família esclarece que existe o “Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e a fase maníaca de uma pessoa com Transtorno Afetivo Bipolar”, mas adverte, “deve-se tomar o cuidado de não enquadrar todos os compradores compulsivos nesses diagnósticos”. As consumistas de plantão devem se perguntar: “Para que estou comprando tanto?” e ver se vale a pena gastar, lembrando que esbanjar não é remédio para nenhum dos males da alma: “algumas compram para preencher um sentimento de vazio, e utilizam as compras para preenchê-lo. Mas logo o sentimento vai aparecer novamente”. Calma! As promoções nem sempre são ruins desde que você saiba aproveitá-las sem exageros. Os exageros, às vezes, (algo como sempre) são impostos a nós pela sociedade consumista em que vivemos. “Quantas pessoas sentem “necessidade” de comprar a roupa da moda, usada pela atriz famosa da novela das oito, ou celular de última geração, mesmo que para isso tenha que entrar no cheque especial ou estourar os cartões de crédito”, exemplifica Kelly. “Em alguns casos, quando a compulsão se faz acompanhada de uma angústia que só passa (provisoriamente) com as compras, é necessário procurar um acompanhamento profissional de um psicólogo e/ou psiquiatra (dependendo do caso), para conseguir retomar o seu controle”, adverte a psicóloga. Um truque para tentar controlar esta compulsividade é se livrar dos cartões de crédito e deixar os talões de cheque em casa. “Essas ferramentas facilitam a compra e causam descontrole nos próprios limites – financeiro e psicológico”. Siga essas dicas e preserve uma das partes mais sensíveis do corpo humano, o bolso! |