| Você não é uma só |
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No decorrer do dia, somos capazes de agir de formas bem diferentes de acordo com a circunstância ou ambiente. Não dá para dizer ao chefe tudo o que teríamos coragem de dizer à vizinha. Não dá para nos portarmos num templo da mesma maneira que num clube. Ninguém usa a mesma roupa que vai ao shopping numa entrevista de emprego. Existem maneiras apropriadas para cada lugar. Claro, que há quem não saiba diferenciar a mesa do escritório do sofá de sua casa, mas a essas damos o nome de “sem noção”. O importante é saber que temos uma zona de variação de atitude aceitável e isso prova que podemos ser várias dentro de uma só, sem deixarmos de ser a mesma pessoa, com os mesmos princípios. “Mudamos nossos comportamentos para nos adaptarmos às exigências sociais”, afirma o psicólogo Denis Vogel. Devemos ter em mente que nós representamos papéis diferentes durante o dia, e eles não podem entrar em conflito. Segundo o psicólogo, esses papéis são como máscaras que definem onde e como estamos, e “todo momento nós estamos utilizando esta máscara, ora a vestimos de forma mais agressiva, ora de forma mais tímida, ora mais extrovertida”, conclui. O que vai ditar o momento em que vamos usar essas “máscaras” e de que modo utilizá-las é o meio em que estivermos, mas devemos tomar o cuidado de não incorporá-las ao extremo.
Outra reflexão que pode ‘filtrar’ os excessos é questionar se o nosso comportamento está diferente por causa do ambiente ou por causa dos nossos interesses. Não é errado ser multifacetada, isso nos torna ainda mais interessantes. O problema é quando começamos a enganar os outros ou, pior, a nós mesmas. |