| Sinergia |
Carreira, dinheiro, marido e filhos. O pacote completo de objetivos de uma vida, nem sempre é fácil de conquistar. Mais trabalhoso ainda é mantê-los todos bem simultaneamente. Mas há muito tempo nenhuma mulher precisa escolher uma coisa em detrimento na outra. Conciliar todos os sonhos é possível através de um sincero projeto de vida que leve em conta o que você pode oferecer e o que pode esperar dos outros. Gustavo Cerbasi, autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, desafia crenças de machismo e feminismo e garante que é possível conquistar e manter tudo de forma sadia, se a mulher apostar numa parceria realista com a sua família. “É preciso, acima de tudo, iniciar o quanto antes um projeto de vida que leve em consideração a necessidade, tipicamente feminina, de não poder se prender a um emprego. Por mais que a mulher tenha conquistado uma posição de igualdade na economia (ao menos na maioria das profissões), ela não pode se iludir com essa igualdade – afinal, os papéis do homem e da mulher são bastante diferentes fora do âmbito profissional. A mulher terá que lidar, mais cedo ou mais tarde, com a questão da maternidade. Ter ou não ter filhos, quantos ter, educar pessoalmente ou contar com profissionais são escolhas que devem levar em consideração os valores pessoais da mulher e do casal, e não a necessidade de dividir as contas com o marido. Compreender esta necessidade, compartilhá-la com o homem e entender que a renda da família se constitui na soma da renda dos dois é o primeiro passo para ter liberdade”, explica Cerbasi. Para Cerbasi, há inclusive momentos em que a mulher vai precisar adaptar sua carreira e priorizar os desejos coletivos e agir em prol desses objetivos. “Assumir que, em determinadas condições, o homem voltará a assumir o antigo papel de provedor, é um segundo passo. Levando isso em consideração, a mulher perceberá que determinadas carreiras permitem a flexibilidade necessária para conviver com eventuais afastamentos. Não é à toa que cresce a participação feminina em carreiras de horários mais flexíveis e mais self-made como educação, terapias, direito, jornalismo, arquitetura e publicidade. Mesmo aquelas que optaram por carreiras caracterizadas por dedicação mais engessada, como administração e engenharia, contam com a possibilidade de buscar sua segunda renda através da docência e consultoria, uma alternativa interessante para flexibilizar a dedicação ao papel de mãe. Saindo do escopo da carreira, uma segunda via é aproveitar a juventude para fazer um belo pé de meia e depois viver de investimentos”. Muitas gatas escaldadas ficam arrepiadas com a possibilidade de se verem dependentes mesmo que por apenas um dia. É verdade que essa fórmula já deu muito errado no passado feminino, mas cada caso é um caso e cada uma conhece o seu “gado”. Um dos pontos que Gustavo deixa claro é que, em família, é muito mais fácil reunir esforços de todos os lados para alcançar os sonhos comuns e os individuais. Para que ninguém se sinta sacrificado e que ambos tenham prosperidade ele propõe uma reflexão mais profunda e aconselha uma visão mais ampla da vida: “Não vejo outro caminho a não ser através de francas e freqüentes conversas sobre sonhos pessoais. A carreira não é um fim na vida, mas sim um meio de realização. Afirmo isso porque as carreiras se esgotam, e quando isso acontece, são os objetivos que temos na vida que alimentam nossa vontade de partir para mudanças. Se, em um lar, ambos perseguem juntos os objetivos comuns (aposentadoria, filhos, educação dos filhos, celebrações, casa) e ambos dão as mãos para conquistarem os objetivos individuais (carreira, estudos, viagens, carros, roupas), esse casal estará construindo uma história de felicidade. Isso é o que chamo de “falar sobre dinheiro”. Mas se, num excesso de modernidade, o casal simplesmente divide contas e cada um cuida de seus objetivos pessoais, o companheiro será sempre um obstáculo a nossas conquistas. A vida a dois será apenas uma disputa, uma tentativa de impor sonhos a quem não sabe que eles são importantes”, alerta o especialista. Estava pesquisando entre as definições do termo sinergia e achei muitas: cooperação, união de forças, junção harmônica de esforços num mesmo objetivo, mas fui atraída por essa: "É quando duas forças se unem e formam um resultado ampliado, não é o somatório de duas energias resultando em algo, mas sim o resultado de duas forças formando uma terceira muito superior àquelas que lhe deu origem". Talvez essa é a que melhor explique uma nova forma de enxergar um projeto de vida discutido aqui por Gustavo Cerbasi. Vale analisar a realidade dentro e fora de casa e, no mínimo, refletir sobre o assunto, não é mesmo? Diga o que acha o tema pelo e-mail
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
. |