| Mulheres nas alturas |
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Cuidar do marido e dos filhos é uma super responsabilidade. Agora, imagine ser responsável pela vida de mais de 200 passageiros? Essa é a rotina de mulheres que vivem nas alturas, pilotando aeronaves comerciais. De acordo com Acácio Rodrigues, Coordenador de Cursos de Aviação da Escola de Aviação de Congonhas (Eacon), as mulheres são, aproximadamente, 10% dos alunos em escolas de São Paulo e no mercado 5% do total dos pilotos, sendo sua participação mais expressiva no mercado de pilotos de helicóptero. Para o coordenador, não existe diferença em relação ao aprendizado entre os homens e as mulheres. “Elas estão conquistando seu espaço com facilidade, pois na cabine de comando a característica mais importante é a organização, o que é mais fácil de encontrar na mulher do que no homem”, frisa. Em geral, os passageiros não têm nenhum tipo de desconfiança em relação à mulher, com algumas exceções, como em qualquer profissão. Acácio conta que, “no início, as pilotos não gostavam de aparecer muito, pois alguns passageiros pediam para sair da aeronave quando viam que o comandante era mulher, mas hoje até temos casos como das empresas que formam tripulação completa só com mulheres no dia "Internacional da Mulher" em vôos comemorativos e fazem até propaganda do evento para os passageiros”. “O início das mulheres no cockpit (cabine de pilotagem) foi na década de 80 em companhias como Air France, Lufthansa e Britsh Caledonian (atual Britsh Airways), e no final da década já tínhamos algumas pilotos nas cabines dos jatos da Vasp, Varig e Transbrasil. No entanto, na aviação geral as mulheres já estão desde a década de 70”, informa Acácio. Acácio diz que os homens que fazem o curso junto com as mulheres reagem com muito respeito. De acordo com ele, acontece uma integração até com algum humor, principalmente quando elas começam a sair muito na frente nas notas, o que não é raro. O coordenador desconhece qualquer história de constrangimento sofrido pelas pilotos. “A integração é normal e com muito respeito, uma vez que não é admitida essa atitude dentro da escola. Quando aparecem os engraçadinhos suas ‘asinhas são cortadas’”, finaliza. Está aí mais uma opção de carreira para mulheres que reúnem liderança e organização. Nem o céu é mais o limite. |