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  • 21 julho 2008
    Você consegue resistir ao sorriso de um bebê? E ao sorriso do seu filho? Realmente é irresistível, a mãe fica em estado de graça e extremo prazer, toda vez que vê aquela boquinha sem dente, ou com poucos dentinhos, se escancarando de felicidade.
    Agora, essa sensação tem comprovação científica. Pesquisadores americanos descobriram que o sorriso do bebê pode provocar na mãe uma sensação de prazer semelhante a que se tem com o uso de drogas só que muito melhor, claro.
    A pesquisa foi realizada por uma equipe de especialistas do Texas Children’s Hospital, nos EUA e contou com a colaboração de 28 mães de primeira viagem, cujos filhos tinham entre 5 e 10 meses de idade. As voluntárias foram submetidas a exames de ressonância magnética enquanto olhavam fotografias de seus próprios filhos e de crianças desconhecidas, em algumas, os bebês estavam sorrindo, em outras, com expressões neutras ou tristes.
    Quando as mamães viam seus pimpolhos, uma parte extensa do cérebro relacionada a emoções era ativada, mas quando o filhote estava sorrindo, o cérebro respondia com a produção de uma substância chamada dopamina que é a mesma envolvida na excitação causada pelo álcool e por drogas.
    Esse estudo apenas confirmou o que todas nós já sabíamos: não há prazer maior mundo do que ver os nossos filhos sorrindo. Às vezes, de madrugada, a Ana Luiza, minha filha, está chorando solicitando a minha presença, quando ela me vê chegando, o sorriso é imediato, como se quisesse dizer: Não estou sozinha, minha mamãe está aqui! O meu coração dispara e todo o sono e cansaço simplesmente somem.
    Parece que esse sorriso me dá uma dose extra de adrenalina e, depois de vê-la sorrir, posso dizer que estou preparada para qualquer coisa. Inclusive, para enfrentar mais um dia de trabalho longe dela, sonhando em rever esse sorriso maravilhoso. Eu sou completamente dependente do sorriso da minha bebezinha!!
    Quem quiser outras informações sobre o assunto, pode acessar a matéria no site do G1 ou no site do Fantástico.
    Abraços e até a próxima semana!
    10 julho 2008
    Essa semana, estou diante de um dilema: Como deixar a Ana Luiza em casa para voltar a trabalhar. No dia 07 de julho, eu retornei ao trabalho, sou repórter em uma revista. Estou, simplesmente, arrasada, não estou gostando nada, nada de ficar longe da minha bebezinha.
    Eu sei que muitas mulheres passam por esse momento, mas me sinto como se fosse a pior mãe do mundo, abdicando da convivência com a minha filha, em prol da carreira. Conheço algumas mães que abriram mão do emprego, para cuidar dos filhos. Sempre achei um absurdo, afinal, uma mulher moderna tem que conseguir conciliar família e trabalho. No entanto, após o nascimento da Ana Luiza, meu pensamento não é o mesmo e, diante dessa possibilidade, chego a pensar em desistir.
    Gostaria muito de poder abrir mão do meu trabalho para cuidar da minha filhota, infelizmente, vivemos em um mundo capitalista e, sem dinheiro, nada se faz. Ela, por sua vez, está se adaptando bem à nova realidade.
    Uma pessoa conhecida está cuidando da Ana e, graças a Deus, tem feito um bom trabalho. Mas eu ainda estou me conformando com a idéia, só de pensar que vou perder momentos importantes do crescimento dela fico arrasada. Será que vou estar em casa quando ela der os primeiros passinhos, e quando começar a falar? É um problema, o que você, leitora, faria, ou fez, quando se viu diante desse dilema?
    Veja o já saiu recentemente sobre o assunto na Revista Época.
    Bom, vou ficando por aqui, nos vemos na próxima semana.