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  • 29 novembro 2008

    Após um longo período sem atualizar este blog, venho me retratar com o leitor. Tive alguns problemas pessoais que me impediram de atualizar o blog como deveria. Fui demitida do trabalho que desenvolvia como repórter para uma revista. Mas não fique com pena de mim, caro leitor. Estou mais feliz do que nunca! Agora, desenvolvo o meu trabalho como repórter em casa e posso acompanhar de perto todo o desenvolvimento da minha bebezinha. Aliás, estou impressionada com a rapidez com que esse crescimento acontece. Ela está com nove meses e já fala “mama” e “papa”, começou com o mama, contrariando todas as teorias de que a criança vai falar papai primeiro, por causa da facilidade dos fonemas. A minha falou mama e deixou o papai enciumado, foi muito legal. Ela também começou a engatinhar e já fica de pé no cercadinho. Ufa! Fiquei tanto tempo longe de vocês que tem muito assunto para contar! Os dentinhos já estão surgindo, um a um. Ela fica diferente a cada dia. É maravilhoso poder acompanhar tudo isso! Estou aliviada e feliz! Por isso, amados leitores, comemorem comigo, a minha volta e a minha demissão. Não vou prometer, mas pretendo ser mais freqüente nesse espaço. Obrigada e até a próxima!

     

    26 setembro 2008

    Segundo uma pesquisa apresentada nesta semana no Festival de Ciências da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, em Liverpool, Um toque carinhoso pode ajudar a aliviar a dor, ajudar crianças em seu desenvolvimento e auxiliar em tratamentos para depressão. Eles constataram que um sistema de fibras nervosas presentes na pele responde a toques carinhosos, do mesmo modo que os receptores de dor, e quando estimulado, pode, inclusive, diminuir a atividade nos nervos que transportam a sensação de dor.

    Acredito que não é necessário recorrer à pesquisa para saber o quanto o carinho pode fazer bem a alguém, principalmente as crianças. Gera autoconfiança, saúde, alegria. Eu não deixo um dia sequer a minha bebezinha sem sentir o quanto eu a amo através do toque. Tanto eu como o pai demonstramos de maneira expressiva o nosso amor por ela. São beijos, abraços, carinhos. Creio que é por isso que ela é uma criança muito alegre, risonha e feliz. Não deixe de demonstrar amor e carinho pelos seus filhos, não há remédio melhor. Até a próxima!

    12 setembro 2008

    Esta semana, todas as organizações ligadas à defesa e bem estar das crianças comemoraram o fato do presidente Lula sancionar a lei que estende a licença maternidade de 120 para 180 dias. A nova lei estabelece que os dois meses a mais de licença (além dos quatro anteriormente estabelecidos pela Constituição) são facultativos para as mulheres e também para as empresas da iniciativa privada. As empresas que concederem esse benefício à funcionária terão ressarcimento integral das despesas com salário descontadas nos impostos federais. Para as funcionárias públicas federais, a licença de seis meses já está autorizada pelo Presidente Lula e entra em vigor assim que for regulamentada, quanto à funcionária da iniciativa privada, a lei entra em vigor em 2010.

    Quando eu entrei de licença, em fevereiro deste ano, já havia no meu estado, Rio de Janeiro, uma lei parecida, porém, a empresa na qual eu trabalho, não quis me conceder esse benefício, o dono da empresa alegou que quatro meses são mais do que suficientes para a mãe “ficar em casa” (observe que não é ficar cuidado do seu bebê, mas, sim, ficar quatro meses de férias, na opinião dele). Então, sinceramente, não vejo tantos motivos para comemorar. As empresas que têm a consciência cidadã e entendem as necessidades do bebê e de sua mãe já concediam as suas funcionárias os dois meses a mais. Àquelas, no entanto, que não querem saber dos problemas pessoais dos funcionários, não deram e nunca vão dar. É certo que, a empresa que trabalho permite que todas as mulheres que entram em licença maternidade tirem um mês de férias somando assim cinco meses, mas não entendo isso como benefício e sim como um direito adquirido. Então, devemos fazer campanha para que mudem a constituição e que a licença maternidade de 180 dias passe a ser obrigatória. Já existe um projeto tramitando na Câmara dos Deputados, mas deve demorar um bom tempo para ser aprovado. O que vocês pensam a respeito do assunto? Deixe o seu comentário! Até a próxima semana!

    28 agosto 2008

    Assistindo ao telejornal na quarta-feira (27/08) fiquei extremamente assustada com o acidente ocorrido com um bebê de um ano e meio, em Recife (PE). O menino caiu do terceiro andar de um prédio e a fralda descartável amorteceu a sua queda, um verdadeiro milagre! Ele quebrou o fêmur e uma costela, mas não corre risco de morte. O que mais me chamou a atenção nessa história foi a forma como o acidente aconteceu: a mãe estava mexendo no armário no quarto e não percebeu quando o filho foi para a sala e subiu no sofá da família que ficava em baixo da janela, o resto da história todos já sabem.

    Decidi escrever sobre o assunto, pois a minha filhinha vai completar sete meses no próximo dia sete e daqui a pouco vai começar a engatinhar e, mais um pouco andar. Coloquei-me no lugar dessa mãe que viu o filho caído no chão e resolvi tomar providências para tornar a minha casa mais segura. É óbvio que não vou superproteger a minha filha, mas pretendo dar o máximo de segurança possível para que ela possa se desenvolver. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) dá algumas dicas que podem ser muito úteis. Vou reproduzi-las logo abaixo.

    Antes, porém, quero demonstrar solidariedade com essa mãe que será indiciada por negligência. A leitora pode argumentar que o delegado que investiga o caso está certo, mas eu apelo para o lado materno de cada uma de vocês. A minha filha já caiu do carrinho pela parte de trás, ela estava sob os cuidados da avó. A minha mãe ficou tão desesperada que mal conseguiu acudir a Ana Luiza, ainda bem que uma vizinha prestou os primeiros socorros. Não a condenei, como disse o médico, essa é a primeira de muitas quedas. Fiquei imaginando se o episódio do bebê da fralda acontecesse comigo, só o desespero e o sentimento de culpa já são uma sentença para essa mulher. Espero que o delegado se sensibilize com a dor dessa mãe e conclua que ela, apesar de “culpada”, é “inocente”. Até a próxima semana!

    Dicas de Prevenção da SBP

    • É importante que se cumpram as normas do Novo Codigo Nacional de Transito (Respeitar a Faixa de Pedestre, Uso Obrigatório do Cinto de Segurança, Uso de Assento Apropriado para Crianças Menores em Automóveis, Transporte de Crianças Sempre no Banco Traseiro).

    • Ao transportar crianças em bicicletas usar sempre o assento especial.

    • Proteger as janelas de residências, escolas e creches com telas e grades. As piscinas devem ser protegidas com redes apropriadas ou cercadas.

    • Proteger as crianças menores do risco de ferimentos com objetos e tomar cuidado com as escadas e lajes, que devem ter acesso restrito.

    • As tomadas devem ser sempre protegidas e a fiação elétrica não pode ficar exposta em locais onde circulem crianças.

    • Remédios, produtos de limpeza, material inflamável, devem ficar longe do alcance das crianças e nunca devem ser guardados em recipientes de refrigerantes ou similares.

    • Afastar crianças de água ou alimentos muito quentes, e de qualquer situação onde exista o risco de fogo e chama.

    Fonte: Site da SBP

    21 agosto 2008

    O estresse é a causa de muitas doenças em adultos, mas um estudo americano constatou que filhos de pais estressados e deprimidos são mais vulneráveis a doenças.

    A pesquisa foi realizada na Universidade de Rochester e monitorou 169 crianças durante três anos. Nesse período, os pais registraram todas as vezes que as crianças ficaram doentes. O estudo revelou que os casos de doenças eram maiores nas crianças filhas de pais que tinham um alto nível de estresse.

    A saúde emocional é tão importante para a criança quanto a saúde física, portanto, é imprescindível que as crianças vivam em ambientes harmoniosos. Eu e meu marido tentamos de todas as formas mostrar a minha filha o quanto ela é amada. Muitas vezes, é irritante o choro constante de um bebê, mas é necessário ter em mente que essa é uma das formas que eles têm de nos comunicar que algo está errado. Observe seus filhos e procure educá-los com amor, sem, contudo, deixar de impor limites. O amor é tão imprescindível quanto uma boa alimentação. Ame seus filhos de maneira plena e eles se tornarão adultos seguros e saudáveis. Não discuta com seu companheiro na frente das crianças. Não estou dizendo que devemos mentir para os nossos filhos tentando disfarçar uma crise, aconselho, apenas, que vocês resolvam as diferenças entre vocês. Abaixo, reproduzo algumas dicas que encontrei no site Guia do Bebê. Até a próxima semana!

    Dicas

    • Cuide de você, mamãe! Sua saúde mental e física em boa forma é essencial para que seu filho cresça saudável.
    • Ao entrar em casa, esqueça dos problemas do trabalho e lembre-se que você tem seus pequenos que precisam da sua atenção e amor.
    • Faça uma atividade que você, mamãe, goste e que lhe dê prazer e um tempo só para você. Ajuda a diminuir o estresse.

    Fonte: http://www.guiadobebe.com.br/

    14 agosto 2008

    Nesse mês de agosto, quando os papais ganham mais destaque, gostaria de falar sobre a dedicação do meu marido a nossa filha. É incansável: levanta de madrugada, tenta fazê-la dormir, dá papinha, passeia com ela, é extremamente participante na vida da Ana Luiza. Não sei o que faria sem ele. É claro que ele tem as suas limitações, não sabe muito bem trocar fraldas (mas tenta) e nem dar banho. No entanto, o que mais me emociona é o carinho e a dedicação do meu marido com a bebezinha. Já o peguei chorando de felicidade perto do berço dela, agradecendo a Deus pelo presente maravilhoso que recebemos. Quando ouço algumas amigas falando sobre a relação de seus companheiros com os filhos, vejo que sou abençoada duas vezes, com a linda filha que tenho e com o pai que eu dei a ela. Por isso, quero chamar a atenção de todos os homens que porventura leiam esse texto: sejam pais presentes na vida de seus filhos, pois a participação de vocês é imprescindível para o desenvolvimento intelectual, emocional e físico deles. Ser pai é amar e se dedicar incondicionalmente aos filhos. Um grande abraço e até a próxima semana!

    7 agosto 2008

    Muitas mães têm dificuldades em amamentar seus filhos até os seis meses de idade. Eu, por exemplo, tive que introduzir outros alimentos na dieta da minha filha, pois, depois de cinco meses (licença mais férias), eu teria que voltar ao batente. Mas não deixei de amamentar. O momento mais esperado do dia é aquele em que eu e minha filha vamos experimentar a melhor experiência da maternidade: a amamentação. É maravilhoso alimentar a Ana Luiza, a sensação que tenho é que o amor que sinto por ela está saindo em cada gotinha do meu leite que a alimenta no corpo e na alma. É o momento de matarmos a saudade provocada por quase 10 horas de separação.

    Apesar de todo esse prazer que a amamentação proporciona para o bebê e para a mãe, uma pesquisa com cerca de 5.000 crianças realizada em 2006, por encomenda do Ministério da Saúde, revelou que os bebês brasileiros são alimentados exclusivamente com o leite de suas mães em média até os dois meses de vida. Segundo a pesquisa, vários fatores explicam esses números. Um deles é o mercado de trabalho, a lei trabalhista dá apenas quatro meses de licença-maternidade, além disso, poucas empresas disponibilizam creches para os filhos das funcionárias.

    É muito ruim não poder alimentar os nossos filhos a hora em que eles desejam, mas precisamos ensiná-los a se adaptar a situações adversas e esse afastamento é um bom exercício, é assim que eu me consolo. Até a próxima semana!

    1 agosto 2008
    Um estudo recente da Universidade de Oxford, na Inglaterra, provou que a participação das avós na educação das crianças contribui para o desenvolvimento dos netinhos. Segundo a pesquisa, as crianças que convivem com as avós vão se tornar jovens felizes e ajustados socialmente.
    Os pesquisadores acompanharam mais de 1,5 mil crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, cujos avós substituíam os pais na realização de algumas tarefas diárias. Eles observaram que os avós foram muito importantes ao ajudá-los a superar dificuldades do dia-a-dia, como implicância de colegas da escola, aconselhá-los sobre qual universidade escolher e planejar o futuro.
    Bom, esse estudo apenas constata o que eu já experimento todos os dias. O cuidado da minha mãe é quase tão bom quanto o meu, ou melhor (risos). A minha bebezinha está ficando, este mês de julho, na casa dela e, por causa disso, eu consigo trabalhar tranqüila, pois sei que a Ana Luiza está sendo bem cuidada. Infelizmente, a minha mãe mora muito distante de mim, eu moro na zona sul e ela na zona norte do Rio de Janeiro, por isso, tive que arrumar uma outra pessoa para cuidar da minha filha. É claro, que a senhora que vai cuidar da Ana é de inteira confiança, inclusive trata a minha lindinha como uma avó, mas nada substitui o colinho e o cuidado da vovó de verdade. Até a próxima semana!
    21 julho 2008
    Você consegue resistir ao sorriso de um bebê? E ao sorriso do seu filho? Realmente é irresistível, a mãe fica em estado de graça e extremo prazer, toda vez que vê aquela boquinha sem dente, ou com poucos dentinhos, se escancarando de felicidade.
    Agora, essa sensação tem comprovação científica. Pesquisadores americanos descobriram que o sorriso do bebê pode provocar na mãe uma sensação de prazer semelhante a que se tem com o uso de drogas só que muito melhor, claro.
    A pesquisa foi realizada por uma equipe de especialistas do Texas Children’s Hospital, nos EUA e contou com a colaboração de 28 mães de primeira viagem, cujos filhos tinham entre 5 e 10 meses de idade. As voluntárias foram submetidas a exames de ressonância magnética enquanto olhavam fotografias de seus próprios filhos e de crianças desconhecidas, em algumas, os bebês estavam sorrindo, em outras, com expressões neutras ou tristes.
    Quando as mamães viam seus pimpolhos, uma parte extensa do cérebro relacionada a emoções era ativada, mas quando o filhote estava sorrindo, o cérebro respondia com a produção de uma substância chamada dopamina que é a mesma envolvida na excitação causada pelo álcool e por drogas.
    Esse estudo apenas confirmou o que todas nós já sabíamos: não há prazer maior mundo do que ver os nossos filhos sorrindo. Às vezes, de madrugada, a Ana Luiza, minha filha, está chorando solicitando a minha presença, quando ela me vê chegando, o sorriso é imediato, como se quisesse dizer: Não estou sozinha, minha mamãe está aqui! O meu coração dispara e todo o sono e cansaço simplesmente somem.
    Parece que esse sorriso me dá uma dose extra de adrenalina e, depois de vê-la sorrir, posso dizer que estou preparada para qualquer coisa. Inclusive, para enfrentar mais um dia de trabalho longe dela, sonhando em rever esse sorriso maravilhoso. Eu sou completamente dependente do sorriso da minha bebezinha!!
    Quem quiser outras informações sobre o assunto, pode acessar a matéria no site do G1 ou no site do Fantástico.
    Abraços e até a próxima semana!
    10 julho 2008
    Essa semana, estou diante de um dilema: Como deixar a Ana Luiza em casa para voltar a trabalhar. No dia 07 de julho, eu retornei ao trabalho, sou repórter em uma revista. Estou, simplesmente, arrasada, não estou gostando nada, nada de ficar longe da minha bebezinha.
    Eu sei que muitas mulheres passam por esse momento, mas me sinto como se fosse a pior mãe do mundo, abdicando da convivência com a minha filha, em prol da carreira. Conheço algumas mães que abriram mão do emprego, para cuidar dos filhos. Sempre achei um absurdo, afinal, uma mulher moderna tem que conseguir conciliar família e trabalho. No entanto, após o nascimento da Ana Luiza, meu pensamento não é o mesmo e, diante dessa possibilidade, chego a pensar em desistir.
    Gostaria muito de poder abrir mão do meu trabalho para cuidar da minha filhota, infelizmente, vivemos em um mundo capitalista e, sem dinheiro, nada se faz. Ela, por sua vez, está se adaptando bem à nova realidade.
    Uma pessoa conhecida está cuidando da Ana e, graças a Deus, tem feito um bom trabalho. Mas eu ainda estou me conformando com a idéia, só de pensar que vou perder momentos importantes do crescimento dela fico arrasada. Será que vou estar em casa quando ela der os primeiros passinhos, e quando começar a falar? É um problema, o que você, leitora, faria, ou fez, quando se viu diante desse dilema?
    Veja o já saiu recentemente sobre o assunto na Revista Época.
    Bom, vou ficando por aqui, nos vemos na próxima semana.